Posso te falar dos sonhos, das flores...
de como a cidade mudou...
O tempo passa, e tudo muda. Não entendo porque o que eu sinto não muda. E toda vez que eu lembro disso, uma tristeza tão grande toma conta de mim, que as vezes eu não sei se vou aguentar... Já não choro mais, cansei de chorar. Mas não é suportável. Não é.
Posso te falar do medo, do meu desejo...
do meu amor...
Já falei, muitas vezes. Acho que o tudo não basta. O tudo meu é nada seu. E não sei porque você não me deixa. Não me deixa, porque todo lugar que eu vejo tem alguma coisa sua. Ou é sua família, ou é seu carro, seu perfume, qualquer coisa. Não aguento mais isso, não quero mais isso. Mas não sei como tirar você de mim. Não sei.
Posso falar da tarde que cai
E aos poucos deixa ver no céu a Lua
Que um dia eu te dei
Sim te dei. Te amei com todas as minhas forças, apesar de não demonstrar quase nunca. Te quis do meu lado, PRECISEI de você do meu lado. E apesar de você ter me decepcionado muito, me feito muito mal, eu não vejo como dar um fim nisso tudo. Porque continuo olhando suas fotos, e sentindo isso aqui dentro? Porque continuo esperando que você largue tudo e me ligue dizendo para sermos felizes pra sempre? Porque eu simplesmente não consigo te excluir da minha vida, tão fácil como exclui teu número do meu celular?
Gosto de fechar os olhos
Fugir do tempo, de me perder
Posso até perder a hora
Mas sei que já passou das seis
As vezes quando eu fujo, e me perco, eu consigo esquecer um pouquinho que você existe. E eu tenho paz. Mas você dá um jeito de voltar pra minha vida, não necessariamente intencionalmente, mas você sempre volta. E eu cansei! Mas não sei como dar um basta. Não acredito ainda que você fez o que fez. Depois de tudo que passamos juntos, depois de mais de 6 anos, você vir falar desaforos na minha cara. Você é a grande decepção da minha vida. A maior de todas. E não é suportável. Eu não aguento mais.
Sei que não há no mundo
Quem possa te dizer
Que não é tua a Lua que eu te dei
Pra brilhar por onde você for
...
Não há. Ninguém. Nem mesmo quem você imaginar agora. É tua, e sempre vai ser. Não é suportável imaginar você com..., eu tento, mas não consigo. Não quero ver. Nunca. Eu te amei. Mas não quero mais... Cansei. Nem que eu te peça, por favor, não me atenda. Não quero isso pra mim. Sinto muito por o meu grande amor, ter se tornado a minha grande decepção. Mas não dá mais. Não é suportável.
if I fell in love with you, will you promise to be true?
...
'cause I've been in love before, and I know
that love is more than just holding hands.
Dorme a cidade
Resta um coração
Misterioso
Faz uma ilusão
Soletra um verso
Lavra a melodia
Singelamente
Dolorosamente
Doce a música
Silenciosa
Larga o meu peito
Solta-se no espaço
Faz-se certeza
Minha canção
Réstia de luz onde
Dorme o meu irmão
Um sonho que se foi.
Eu acordei e agora não tem mais como voltar, e como todos os sonhos, a gente se esquece logo quando passa o dia.
A noite vem, e logo vem outro sonho...
Não guarde coisas ruins dentro de ti, pois quase tudo que acontece em sonho é bom.
E que bom que você acordou porque sua vida é mais linda ainda. (:
Se eu ficar com você,
eu viveria uma mentira.
Você merece um amor,
que o meu coração não pode te dar.
Mas eu te desejo o bem,
e vou seguir meu caminho...
Eu não sou quem pode
te dar o que você precisa!
Então eu me despeço de ti,
mas não ouse me ver ir embora...
Eu não queria te machucar assim,
porém eu não sou o que você precisa,
então acho que vou simplesmente
seguir o meu caminho!
Um dia você vai acordar,
e vai me agradecer pelo que eu fiz.
Quando você estiver vivendo uma vida feliz,
com uma nova família.
Como um pássaro capturado,
que almeja navegar pelo céu
Abrirei a sua gaiola,
prepare-se para voar!
Vou beijar o ar...
Espero que o meu beijo o encontre bem.
As Quatro Estações merecem a fama. Porém sua apreciação poderia ser muito melhor se juntamente com as gravações fossem divulgados os sonetos que lhe servem de complemento. Não é preciosismo inútil: trata-se do melhor entendimento e fruição da obra, adicionando-se importante elemento para alcançar as cenas imaginadas por Vivaldi. São quatro sonetos, um para cada concerto. Talvez os ouvintes lessem-os durante a execução, talvez alguém recitasse-os ao público adequando-os ao desenvolvimento da música. O casamento entre poesia e música é tão perfeito que se reforça a presunção de autoria em relação a Vivaldi.
A Primavera
Chegada é a Primavera e festejando
A saúdam as aves com alegre canto,
E as fontes ao expirar do Zeferino
Correm com doce murmúrio.
Uma tempestade cobre o ar com negro manto
Relâmpagos e trovões são eleitos a anunciá-la;
Logo que ela se cala, as avezinhas
Tornam de novo ao canoro encanto.
Diante disso, sobre o florido e ameno prado,
Ao agradável murmúrio das folhas
Dorme o pastor com o cão fiel ao lado.
Da pastoral Zampónia ao Suon festejante
Dançam ninfas e pastores sob o abrigo amado
Da primavera, cuja aparência é brilhante.
O primeiro movimento relaciona-se com a primeira e a segunda estrofes; o segundo com a terceira e o terceiro com a quarta. O ano no hemisfério norte começa no inverno e a primeira estação completa é a primavera.
O Verão
Sob a dura estação, pelo Sol incendiada,
Lânguidos homem e rebanho, arde o Pino;
Liberta o cuco a voz firme e intensa,
Canta a corruíra e o pintassilgo.
O Zéfiro doce expira, mas uma disputa
É improvisada por Borea com seus vizinhos;
E lamenta o pastor, porque suspeita,
Teme feroz borrasca: é seu destino [enfrentá-la].
Toma dos membros lassos o repouso
O temor dos relâmpagos e os feros trovões;
E de repente inicia-se o tumulto furioso!
Ah! No mais o seu temor foi verdadeiro:
Troa e fulmina o céu, e grandioso [o vendaval]
Ora quebra as espigas, ora desperdiça os grãos [de trigo].
De novo o primeiro movimento relaciona-se com as duas primeiras estrofes; o segundo com a terceira e o terceiro com a quarta. Lido o soneto, impossível não ouvir cantar o cuco do terceiro verso, nem deixar de lado, no segundo movimento, os avisos da tempestade que desabará no terceiro. O pintassilgo - gardellino - foi pássaro dos afectos do compositor.
O Outono
Celebra o aldeão com danças e cantos
O grande prazer de uma feliz colheita;
Mas um tanto aceso pelo licor de Baco
Encerra com o sono estes divertimentos.
Faz a todos interromper danças e cantos,
O clima temperado é aprazível;
E a estação convida a uns e outros
Ao gozar de um dulcíssimo sono.
O caçador, na nova manhã, à caça,
Com trompas, espingardas e cães, irrompe;
Foge a besta, mas seguem-lhe o rastro.
Já exausta e apavorada com o grande rumor,
Por tiros e mordidas ferida, ameaça
Uma frágil fuga, mas cai e morre oprimida!
O primeiro movimento liga-se à primeira estrofe, o segundo à segunda, e o terceiro às duas últimas. Vivaldi valeu-se apenas de cordas tangidas e percutidas.
O Inverno
Agitado tremor traz a neve argêntea;
Ao rigoroso expirar do severo vento
Corre-se batendo os pés a todo momento
Bate-se os dentes pelo excessivo frio.
Ficar ao fogo quieto e contente
Enquanto fora a chuva a tudo banha;
Caminhar sobre o gelo com passo lento
Pelo temor de cair neste intento.
Girar forte e escorregar e cair à terra;
De novo ir sobre o gelo e correr com vigor
Sem que ele se rompa ou quebre.
Sentir ao sair pela ferrada porta,
Siroco, Borea e todos os ventos em guerra;
Que este é o Inverno, mas tal, que [só] alegria porta.
O primeiro movimento une-se à primeira estrofe. O segundo, de curta duração, prende-se apenas aos dois primeiros versos da segunda quadra. Os demais versos estão vinculados ao terceiro, desenvolvendo-se num crescendo cuja interpretação aceita algum optimismo.
Ricardo de Mattos
Taubaté, 6/2/2003
Hoje não quero escrever nada de mais.
Só quero deixar registrado aqui, o link de um vídeo que me traz uma coisa muito boa toda vez que assisto.
Sugiro que você pare tudo que está fazendo por 2 minutos e 45 segundos, e assista com muita atenção.
Vale a pena, eu garanto!
http://www.youtube.com/watch?v=_P6KUvYyTqE
Dois homens conversam numa festa casual de happy hour.
- Olá, tudo bem?
- Sim, e vc, como vai?
- Vou bem. Me disseram que vc é músico?
- Sim.
- Nossa, e que instrumento vc toca?
- Toco ZABUMBA.
- E toca em quais orquestras?
- Na OSESP e na OSUSP.
- Que beleza, hein? Deve ser cansativo, nao?
- É o trabalho, ne?
- Realmente, admiro vcs músicos, grande profissão essa. Até queria que meu filho fizesse música, mas o garoto nao tem jeito, insiste que quer ser médico ou advogado.
- Ah, hoje em dia é assim, a garotada nao tem jeito. Mas, e vc, o que faz da vida?
- Eu sou médico.
- Jura? Mas como assim?
- Trabalho no Hospital das Clínicas.
- Clínicas, não conheço. E faz o que lá?
- Sou cardiologista.
- Mas vc tem um emprego não tem?
- Então, trabalho no hospital.
- Nas horas vagas?
- Não. Esse é o meu emprego.
- Mas ganha pra isso?
- Ganho sim, dá pra viver.
- E vc não estudou? Não quis saber de faculdade?
- Estudei, fiz faculdade de medicina.
- Ah, é? Não sabia que tinha. Que interessante. Sabe, eu fui médico amador quando era jovem, uma vez fiz até uma operação num rapaz que tinha sido atropelado. Usei uma flanela de carro pra estancar o sangue e uma faca pra abrir a barriga do rapaz e parar a hemorragia. Eu até gostava, mas nao levava muito jeito pra coisa. E aí um dia, finalmente minha mãe me disse: "Larga disso, garoto, vai estudar música".
Achou estranho?
Tem gente que passa por isso todos os dias...
:P

E a poeira vai abaixando...
E as coisas voltando ao normal! o/
Claro que sempre tem uma pulguinha enchendo o nosso saco né? Ainda mais quando se trata de mim. hahaha Ninguém mandou minha mãe me ter bem no dia 3/09.
Ser virginiana complica minha vida, porque eu sou extremamente perfeccionista, no que quer que seja o assunto... Aí não dá né, mano. :D
Mas faz parte.
Ontem, brincando de conselhos no facebook com um amigo, ele falou de largar tudo aqui e ir logo pra São Paulo fazer Música na USP. Tá, é um coisa que é tipo, sem condições, até porque eu não passaria na Prova de Habilidades Específicas. At all!
E eu preciso me formar em Pedagogia! Se meus planos continuarem os mesmos pro futuro, eu vou precisar desse diploma mais tarde... Mas que dá vontade, ahhh... isso dá!! Demais!! E aí eu começo a pensar (xiiii...): talvez essa vontade toda também não passe de querer fugir do que me atormenta aqui. Mano, porque eu sou tão complexa? hahahaha..
Tá tudo tranquilo, mas tá tranquilo porque eu não tô encarando meus problemas de frente. Mas será que o melhor seria mesmo encarar logo e acabar com eles? Talvez eu não queira.. Não só porque não é a decisão mais confortável, mas também porque se eu fizer isso, pode ser que eu esteja jogando fora futuras oportunidades... o que nos leva a concluir que não são exatamente problemas, e sim... situações desconfortáveis...? Acho que é a melhor definição...
Não quero empurrar nada com a barriga, mas acabo sendo obrigada pela decisão de outras pessoas. Na verdade, obrigada não, jamais. Eu vou levando até quando EU quiser. Quando me cansar/irritar eu simplesmente vou chegar e falar "Queridão(a), pra mim não dá mais não."
Já fiz isso muitas vezes, e não vai ser agora que eu não vou fazer. Pode até parecer meio grosseiro e egoísta quando a gente fala assim, mas o que importa mesmo pra mim, sou eu. Já sofri muito por pessoas que não mereciam, e eu sei que eu não mereço sofrer assim de novo. Então, so sorry, mas a minha felicidade tá acima de qualquer coisa. Pelo menos pra mim. Pelo menos por enquanto.. Acho que quando eu tiver um filho, a dele vai vir primeiro. ahaoeiuhoieuahae
Voltando ao assunto, o que eu preciso enxergar com mais facilidade é que em qualquer lugar que eu estiver, vão existir "situações desagradáveis" e eu vou ter que lidar com elas. Não é simplesmente porque eu vou morar em outra cidade, que elas vão desaparecer e tudo vai ser um paraíso... vocês entendem? Então, me ajudem a convencer minha mente disso! hahahahaha
Então tá. Vou me aquetar aqui, tentar adiantar meu curso de Pedagogia, e arrumar meus horários pra me dedicar duplamente aos meus estudos musicais. Próximo objetivo: Conseguir entrar pra música na USP até o fim de 2013 pelo menos. E vamo que vamo!!!
(Eu tinha criado o blog pra falar das coisas sem ninguém saber, mas me encheram tanto o saco pra falar qual era o blog, que agora não posso mais escrever sobre as coisas abertamente ¬¬ haha)
Afinal, a gente ama quem não ama a gente. Mas a gente ama. Ama muito. Ama sofrer por quem não merece. Ama a música. Ama a arte. Ama a composição. Toca o telefone. Concentração!Técnica, execução. Talento e doação. Mas a gente ama. Ama muito. Ama as borboletas, o suor, a respiração. Me sinto ligada, condicionada. Insaciável realização. Passa o tempo. Já acabou? Vale muito a pena. Utópica paixão...
Abro os olhos. Foi tudo um sonho. Quero voltar... vou voltar! Na vida real... é a vida real!
E a gente ama. Ama muito.
Passa o tempo...


