La magie se poursuit...

chuchotant, quand personne ne l'écoute.

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por Ana Flávia C. Ramos, em Tabnarede

Tragédias como a ocorrida na Escola Municipal Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro, sempre provocam grande comoção pública, indignação e, obviamente, tristeza pelas muitas crianças perdidas no atentado. Além desses sentimentos, tais fatos provocam também um grande tsunami de “especialistas”, mobilizados em velocidade estonteante pela mídia, para dar laudos e explicações quase matemáticas sobre as motivações do assassino. O atirador Wellington Menezes de Oliveira, segundo as informações desses “cientistas da tragédia” (que variam de “criminólogos” a policiais militares), era tímido, solitário, filho adotivo, “usuário” constante do computador (a “droga” dos tempos modernos segundo os “analistas”), ateu, islâmico, fanático, fundamentalista, portador do vírus da AIDS e, provavelmente, vítima de bullying na escola.

Certamente não há como contestar que todo ato humano, e por isso histórico, se explica a partir da análise de uma cadeia de relações complexas. Como digo aos alunos, nada tem resposta simples e direta. Entretanto, o tipo de questão levantada para entender o terrível ato de Wellington Menezes de Oliveira diz muito mais sobre nós mesmos do que sobre ele. Todos os nossos preconceitos estão embutidos nessas respostas. De fato, não sabemos, e talvez nunca saibamos, por que exatamente ele atirou contra cada uma das crianças (em sua maioria meninas), assim como não sabemos sobre as reais motivações dos muitos atentados como esse, ocorridos em países como Estados Unidos e Dinamarca. Mesmo depois de tudo o que se discutiu, ainda é difícil, por exemplo, explicar Columbine (abril de 1999).

Uma das coisas que mais tem me chamado a atenção é a recorrência da explicação que elege o bullying escolar como um dos fatores que podem desencadear esse tipo de ato violento. A explicação não é nova, Columbine é prova disso. Há mais de dez anos atrás, dois meninos entram em uma escola, de capa preta (quase como em um filme hollywoodiano) e atiram em seus colegas. “Especialistas”, gringos agora, se apressam em dizer as razões: divórcio nas famílias, videogames, filmes violentos, Marilyn Manson, porte de armas facilitado e, como não poderia faltar, bullying na escola. É inegável que o bullying é uma realidade. É indiscutível que ele é extremamente nocivo e doloroso aos alunos que sofrem com ele. É evidente que há urgência em iniciar um debate para saber como sanar o problema. Mas a pergunta que fica é: o que de fato é o bullying? Ele é um sinal (histórico) de que? E ainda mais: ele é um problema restrito à escola? Por que os alunos são tão cruéis com seus colegas?

A tragédia na escola do Rio de Janeiro acontece num contexto bastante relevante. Em outubro de 2009, Geyse Arruda foi hostilizada por seus colegas de faculdade porque, segundo eles, ela não sabia se vestir de modo “apropriado” para freqüentar as aulas. Em junho de 2010, Bruno, goleiro do Flamengo, é suspeito de matar a ex-namorada, Elisa Samudio, por não querer pagar pensão ao filho. Suposta garota de programa, Samudio foi hostilizada na opinião de muitos brasileiros. Após rompimento, Mizael Bispo, inconformado, mata sua ex-namorada Mércia Nakashima em maio de 2010. Em novembro de 2010, grupos de jovens agridem homossexuais na Avenida Paulista, enquanto Mayara Petruso incita o assassinato de nordestinos pelo Twitter. E mais recentemente, em cadeia nacional, Jair Bolsonaro faz discurso de ódio contra homossexuais e negros. Tudo isso instigado e complementado pelo discurso intolerante, preconceituoso, conservador e mentiroso do candidato José Serra à presidência da República. A mídia? Estava ao lado de Serra, corroborando em suas artimanhas, reforçando preconceitos contra Dilma, contra as mulheres e contra os tantos mais “adversários” do candidato tucano.

Wellington matou mais meninas na escola carioca. Se, por um lado, jamais saberemos as reais razões que o fizeram agir dessa forma, por outro sabemos o quanto a sociedade brasileira tem sido, no mínimo, indulgente com atos de intolerância, machismo, ódio e preconceito contra mulheres, negros e homossexuais. Se não há uma ligação direta entre esses diversos acontecimentos, eles pelo menos nos fazem pensar o quanto vale a vida de alguém em um contexto de tantos ódios? Quantas mulheres morrerão hoje vítimas do machismo? Quantos gays sofreram violência física? Quantos negros sentirão declaradamente o ódio racial que impregna o nosso país? O que é o bullying se não o prolongamento para a escola desse tipo de mentalidade? Quantas pessoas apoiaram as declarações de ódio de Bolsonaro via Facebook? Aquilo que acontece no ambiente escolar nada mais é do que um microcosmo do que a sociedade elege como valores primordiais. E o Brasil, que por tanto tempo negou a “pecha” de racista e preconceituoso, vê sua máscara cair.

Não adianta culpar o bullying, achando que ele é um problema de jovens, um problema das escolas. Não adiante grades e detectores de metal nas entradas ou a proibição da venda de armas. Como professora, sei que o que os alunos reproduzem em sala nada mais é do que ouviram da boca de seus pais ou na mídia. Não adianta pedir paz e tolerância no colégio enquanto a mídia e a sociedade fazem outra coisa.
Na escola, o problema do bullying é tratado como algo independente da realidade política, econômica e social do país. Mas dá pra separar tudo isso? Dá pra colocar a questão só em “valores” dos adolescentes, da influência do malvado do computador ou dos videogames? Ou é suficiente chamar o ato de Wellington de uma “violência pós-moderna” sem explicação? Das muitas agressões cotidianas, a da escola do Realengo é apenas uma demonstração da potencialidade de nossos ódios. A única coisa que me pergunto é: teremos a coragem de fazer esse tipo de discussão?

Ana Flávia C. Ramos é professora, historiadora pela Unicamp

Brasília, 08 de dezembro de 2009

Querido futuro Professor,


Como cidadã brasileira, vejo como meu dever, ajudar-lhe a caminhar e atravessar esse novo trajeto, que já te adianto: não será nada fácil. A vida de um professor é uma vida de batalhas, vitórias e derrotas. Você não deve nunca se desanimar por causa de suas derrotas, mas sim, aproveitá-las como oportunidades para crescer e aprender. Afirmo ainda, que para ser um profissional de sucesso, não só nesta área, mas em qualquer outra, é necessário que você ame incondicionalmente o que você faz. Portanto, futuro professor, ame, mas ame muito. A escola, seus alunos, suas aulas, suas vitórias, suas derrotas. Assim você fará as coisas com o coração aberto, e as fará da melhor maneira possível.
Alguns podem lhe dizer que você ganhará pouco, e que essa escolha não valerá à pena. Mas afirmo o seguinte: hoje em dia, ganhar pouco no começo de sua vida profissional, não significa que será assim até o final da mesma. Volto a dizer que se fizeres o que escolheu amando cada dia mais, será um profissional de muito sucesso, e terá reconhecimento; o que acarretará um ótimo salário ao final do mês.
Freud afirmava que a profissão do professor era impossível. Ele afirmava que a educação tinha como finalidade, ensinar a criança a dominar seus impulsos. Sendo assim o professor teria que reprimir ou permitir certas atitudes de um aluno. Porém, Frued não pensou nos pais dos estudantes, na familia de cada um, e em como esses também tem influencia na educação da criança. A reação de cada aluno aos estímulos que você causará, está longe de poder ser controlada em todos os seus aspectos, e esta é determinante para o sucesso do aluno. Portanto, futuro professor, a sua competência não exclui, nem o erro, nem o sucesso, e é preciso aceitar os fracassos de seus alunos também, sabendo que a culpa não é necessariamente sua.
Tenha muita paciência no trato com os estudantes, e nunca ouse levantar a mão para um aluno, uma vez que não é direito teu educar da forma que lhe convém. Além disso, procure usar sempre o lúdico, para o entreternimento dos estudantes, e para ensinar de uma forma divertida.
Para finalizar, reafirmo que o melhor que podes fazer é amar sua profissão. Assim, todos os frutos sadios citados acima, amadurecerão sem que você tenha que fazer um grande e estressante esforço para tal.

Com carinho e desde já muita admiração,

APTV.


E a poeira vai abaixando...
E as coisas voltando ao normal! o/
Claro que sempre tem uma pulguinha enchendo o nosso saco né? Ainda mais quando se trata de mim. hahaha Ninguém mandou minha mãe me ter bem no dia 3/09.
Ser virginiana complica minha vida, porque eu sou extremamente perfeccionista, no que quer que seja o assunto... Aí não dá né, mano. :D
Mas faz parte.
Ontem, brincando de conselhos no facebook com um amigo, ele falou de largar tudo aqui e ir logo pra São Paulo fazer Música na USP. Tá, é um coisa que é tipo, sem condições, até porque eu não passaria na Prova de Habilidades Específicas. At all!
E eu preciso me formar em Pedagogia! Se meus planos continuarem os mesmos pro futuro, eu vou precisar desse diploma mais tarde... Mas que dá vontade, ahhh... isso dá!! Demais!! E aí eu começo a pensar (xiiii...): talvez essa vontade toda também não passe de querer fugir do que me atormenta aqui. Mano, porque eu sou tão complexa? hahahaha..
Tá tudo tranquilo, mas tá tranquilo porque eu não tô encarando meus problemas de frente. Mas será que o melhor seria mesmo encarar logo e acabar com eles? Talvez eu não queira.. Não só porque não é a decisão mais confortável, mas também porque se eu fizer isso, pode ser que eu esteja jogando fora futuras oportunidades... o que nos leva a concluir que não são exatamente problemas, e sim... situações desconfortáveis...? Acho que é a melhor definição...
Não quero empurrar nada com a barriga, mas acabo sendo obrigada pela decisão de outras pessoas. Na verdade, obrigada não, jamais. Eu vou levando até quando EU quiser. Quando me cansar/irritar eu simplesmente vou chegar e falar "Queridão(a), pra mim não dá mais não."
Já fiz isso muitas vezes, e não vai ser agora que eu não vou fazer. Pode até parecer meio grosseiro e egoísta quando a gente fala assim, mas o que importa mesmo pra mim, sou eu. Já sofri muito por pessoas que não mereciam, e eu sei que eu não mereço sofrer assim de novo. Então, so sorry, mas a minha felicidade tá acima de qualquer coisa. Pelo menos pra mim. Pelo menos por enquanto.. Acho que quando eu tiver um filho, a dele vai vir primeiro. ahaoeiuhoieuahae
Voltando ao assunto, o que eu preciso enxergar com mais facilidade é que em qualquer lugar que eu estiver, vão existir "situações desagradáveis" e eu vou ter que lidar com elas. Não é simplesmente porque eu vou morar em outra cidade, que elas vão desaparecer e tudo vai ser um paraíso... vocês entendem? Então, me ajudem a convencer minha mente disso! hahahahaha
Então tá. Vou me aquetar aqui, tentar adiantar meu curso de Pedagogia, e arrumar meus horários pra me dedicar duplamente aos meus estudos musicais. Próximo objetivo: Conseguir entrar pra música na USP até o fim de 2013 pelo menos. E vamo que vamo!!!



(Eu tinha criado o blog pra falar das coisas sem ninguém saber, mas me encheram tanto o saco pra falar qual era o blog, que agora não posso mais escrever sobre as coisas abertamente ¬¬ haha)

Sometimes the world tries to knock it out of you. But I believe in music the way that some people believe in fairy tales.. The music is all around us.. all we have to do, is listen...

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A melhor parte de ser eu é que eu não preciso me explicar pra ninguém. Que me apontem os dedos, me estiquem as línguas, me cuspam, me joguem pedras. Cada um sabe a delícia de ser o que é.