La magie se poursuit...

chuchotant, quand personne ne l'écoute.

Mostrando postagens com marcador Sons da Aurora. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sons da Aurora. Mostrar todas as postagens

"You got me in the middle
of the dance floor,
just searching for you, girl!"
U got me (T-pain ft. Akon)

O jantar foi normal, tirando o fato de que Cauã e Sofia sentaram na mesa da varanda com seus pais, sem saber exatamemte o porque; geralmente, os jovens sentavam separados dos adultos, em alguma sala de Computador ou TV, onde pudessem assistir a algum programa, ou algo parecido.. Estavam todos na mesa da varanda do apartamento e os lugares foram dispostos de forma que, acidentalmente (mesmo!), Sofia sentou exatamente na frente de Cauã. Na verdade, Ela havia sentado ali com seus pais, com receio e vergonha de se encontrar sozinha com Cauã entre quatro paredes.
-- Seria muito constrangedor! Sobre o que conversaríamos? -- pensava a garota.
Por sua vez, Cauã não pensava em mais nada, a não ser na menina. Queria ficar no mesmo lugar que ela; para sempre, se pudesse!
-- Preciso ficar perto dela... -- era seu pensamemto mais constante.
E apesar do receio, Sofia não saia de perto do menino também. Naquela noite, trocaram muitos olhares, seguidos de bochechas coradas e sorrisos embaraçados, mas nenhuma palavra. Nada foi dito diretamente de Cauã á Sofia, e muito menos de Sofia ao menino.
Apesar da vontade, os dois eram muito tímidos, bem como orgulhosos de mais
para dar o primeiro passo e dizer algo.
Percebendo a situação, o pai de Cauã, muito brincalhão e desenbocado, olhou bem nos olhos de Sofia e a chamou:
-- Sofia querida...
Ciente do tom um tanto quanto ironico de Henrique, Sofia instantaneamente sorriu e corou, mas mesmo assim respondeu:
-- Diga...
-- Em uma escala de 1 a 10, que nota você daria pro Cauã?
Todos começaram a rir. Inclusive Cauã e Sofia, que na verdade, de tanta vergonha, não conseguiram para de rir por um bom tempo. Quando Sofia se recompôs, ainda com as bochechas coradas, e morrendo de vergonha, conseguiu responder:
-- Ai Henrique.. que pergunta! Hahaha... acho que.. ai, não sei.
E começou a rir novamente, quando Henrique disse:
-- Não sabe ou não quer dizer porque é uma nota muito baixa?
E então, dessa vez Sofia respondeu:
-- Tá bom. Acho que eu daria uns 8!
-- Tudo isso? Edu, sua filha tá precisando de uma terapia, urgente!
E todos riram e se divertiram muito até o amanhecer do dia seguinte, sentados na mesa da varanda.

A família de Cauã e a família de Sofia se conheciam a muitos anos. Seus pais se conheceram quando ambos possuiam 8 ou 9 anos de vida, e desde então se tornaram grandes amigos. Tentavam nunca se distanciar, porém, nos anos de faculdade, por exemplo, Henrique, pai de Cauã, conseguiu entrar para medicina na USP. Se dedicou de corpo e alma para o curso, e acabou esquecendo um pouco de seus amigos e de sua vida social. Já Eduardo, pai de Sofia, estudou computação na UniCamp, e curtiu sua vida acadêmica tranquilo em Campinas.
Apesar dessa distância física, eles nunca se separaram pelo coracão e nem pela amizade. Se falavam com certa frequencia, pediam conselhos sobre garotas, e contavam como a vida ia caminhando.. Dessa forma, Henrique e Eduardo nunca haviam deixado de ser amigos.
Eduardo se casou primeiro que Henrique, em meados da década de 80, com uma bela moça, chamada Isabela. Antes de Sofia nascer, sua mãe deu a luz a dois meninos; Rodrigo em 1982 e Davi em 1983. Na verdade, Sofia não foi um bebê planejado. Seus pais haviam combinado de ter somente 2 filhos; por esse motivo, a diferença de idade entre Davi e Sofia era de quase 7 anos.
Onze meses antes de Cauã nascer, exatamente em novembro de 1988, foi quando Henrique terminou sua especialização em cirurgias pulmonares, e se casou com Regina em 89 que engravidou de Cauã com dois meses de casada. Assim, em outubro de 1989, o menino nasceu, e logo depois, em 1992, nasceram seus irmãos Tiago e Gustavo, que eram gêmeos univitelinos.
Sofia veio ao mundo somente em 1990, fazendo com que Cauã fosse 11 meses mais velho que ela. Desde pequeno o garoto insistia em dizer que era um ano mais velho que Sofia, porém, a menina sempre retrucava dizendo:
-- Ai Cauã, como você é ridículo. É QUASE um ano, ta bom?!
E essa lúdica e divertida discussão costumava durar horas, até que algum dos dois cedia - geralmente Cauã - e eles ficavam rindo do ocorrido por mais algum tempo.
Eram amigos a pouco mais de 7 anos, porém se conheciam desde que nasceram. Sofia ia em todos os aniversários de Cauã e vice-versa. Sempre se divertiam muito juntos; não só Cauã e Sofia, mas também Davi, Rodrigo, Tiago e Gustavo.
Porém, as crianças começaram a crescer, e os pais começaram a ter muitas coisas para fazer em muito pouco tempo. Os divertidos encontros das duas famílias foram ficando cada vez mais raros... Mesmo assim, como no passado, o laço da amizade de Henrique e Eduardo não foi desatado, e apesar da correria da rotina de cada um, de vez em quando as familias se encontravam. Nada fora da normalidade costumava acontecer, porém, um desses encontros teve algo de especial.
Era dia 25 de março de 2003. A família de Sofia havia se mudado recentemente para uma nova casa, e Isabela ligou para Regina marcando um jantar, para as famílias se encontrarem, e para mostrar a casa para a amiga. Para Sofia seria como um daqueles encontros de antigamente, mas não foi. Na verdade, faziam 3 anos que Sofia não encontrava Cauã, e quando o viu, foi como um choque. O mesmo aconteceu com o garoto, que quando a viu, transformou o choque em uma certeza: precisava fazer Sofia ser mais que uma simples amiga.

"If I trust in you
Oh, please,
Don't run and hide.
If I love you too
Oh, please,
Don't hurt my pride like him."
(The Beatles)


Sofia era uma menina encantadora. Possuia a pele branca e macia que se destacava quando seus lindos cabelos lisos, compridos e loiros caiam sobre suas costas nuas. Apesar de ter 19 anos, adorava laços e enfeites para o cabelo, vestidos e sapatinhos. Se vestia como uma menininha -- talvez ainda se sentisse como tal. Tinha olhos castanhos escuros, que dificilmente revelavam o que sentia; era quase impossível perceber que algo estava errado com a menina, a não ser que ela quisesse que os outros soubessem. A preocupação era algo natural em Sofia. Ela nunca relaxava completamente, porém, mesmo que estivesse inquieta por dentro, amntinha sempre uma aparência serena e um sorriso discreto. Ahh... O sorriso de Sofia! Era contagianto, puro... tranquilo e aconchegante! E isso tudo acabava passando a imagem de que a menina era ingênua e inocente. POrém, Sofia sabia muito bem das coisas que aconteciam com ela, e se não fazia nada a respeito, era porque não achava necessário. Tinha uma mente pura, mas não era nem um pouco ingênua. Sofia sempre confiava de olhos fechados em pessoas que havia acabado de conhecer, e não conseguia ver o mal sem que lhe provassem que ele realmente existia no coração de quem quer que fosse. Contudo, percebia mentiras por mais bem elaboradas que fossem, e não havia nada no mundo que mais chateasse a menina. Sofia odiava a mentira; odiava mentir e sobretudo, odiava quando mentiam pra ela.
Assim como Cauã, também tinha 2 irmãos, porém mais velhos. Portanto, acabava sendo, de fato, tratada como uma pequena e frágil boneca de porcelana. Alguns dias, no fundo,isso a incomodava. Quando acontecia, Sofia procurava passar o dia longe de quem a tratava dessa maneira. Apesar de ser um pouco mimada, era determinada e cumpria sempre seus compromissos e promessas. E quando Sofia se dedicava à resolver uma tarefa, fazia tudo para obter o melhor resultado. Na verdade, podia ser até um pouco irritante, pois na verdade, chegava a acreditar que ninguém poderia realizar aquela tarefa melhor que ela.
Era extremamente perfeccionista e pessimista. Sua mente era tão cristalina que julgava a si mesma com severidade, o que lhe acarretava uma baixíssima auto-estima.
Sofia lidava com o amor de forma cuidadosa e reservada. Sabia que os seus sentimentos podiam facilmente descompassar sua rotina, mas apesar disso, sonhava bastante. Ao mesmo tempo, por tudo que já havia vivido, sabia também considerar a realidade. Porém, quando se apaixonava, não tinha outro jeito: dedicava-se como um todo para aquele sentimento e muitas vezes, suas emoções coloridas inventavam situações que nem sequer chegariam a acontecer; por esse fato, se magoava facilmente. As pequeninas coisas significavam muito para Sofia, e uma vez que ela decidia amar alguém, procurava amar a pessoa como ela era. Sentia-se inteiramente realizada e feliz quando quem amava a fazia sentir-se necessária e especial em sua vida. Sofia era divinamente romântica e essencialmente conservadora; buscava solidez e durabilidade em seus relacionamentos, apesar de ser um tanto quanto insegura em relação a si mesma. era do signo de virgem -- fazia aniversário no dia 5 de setembro -- por isso, uma de suas virtudes era a calma e a tranquilidade. Apesar de sua timidez, Sofia era bastante firme e forte para que os outros encontrassem nela um porto seguro. Além disso, era extremamente confiável e por isso, costumava servir de conforto para as pessoas que amava.
Cauã confiava muito em Sofia, e de fato, a menina era um porto seguro para ele. Se amavam sem igual, sendo indispensáveis, um na vida do outro, mas as adversidades da vida tinham feito com que se afastassem. Sofia odiava isso, e muitas vezes se pegava tentando adivinhar o que Cauã pensava sobre esse fato, mas ela era muito orgulhosa para simplesmente ir perguntar ao garoto o que ele pensava. Enfim, quando já se encontrava ´quase sem soluções, resolveu então relembrar de toda sua história com Cauã, encarando os fatos na terceira pessoa. Talvez assim ela pudesse entender o que havia acontecido em sua vida...

"Todos os caminhos
trilham pra gente se ver,
Todas as trilhas
caminham pra gente de achar."
(Maria Gadú)


Cauã não era um jovem muito normal; tinha uma beleza inconcfundível, corpo moreno e viril, cabelos lisos e bagunçados. Além de todo o seu físico deslumbrante, ainda sabia se vestir como ninguém. Seus olhos eram castanhos, mas ao mesmo tempo transparentes, pois praticamente diziam tudo que havia em seu coração, e em sua alma. Quando sorria, era como se o mundo tivesse parado por alguns segundos; seu sorriso era suave, irradiante... apagava qualquer movimento ou objeto que estivesse por perto, como uma espécie de transe psicológico... Para Sofia, era o conjunto perfeito.
Considerando o meio em que vivia, na verdade, Cauã era totalmente anormal. A moda daquela época, era ficar com várias garotas na mesma noite, beber, usar drogas e depois ainda voltar dirigindo para casa. E dessa forma você seria o cara mais cogitado, conquistaria o coração de todas as meninas. Porém Cauã nunca foi assim, muito pelo contrário (o que encantava Sofia). Ele gostava de ter sempre alguém por perto, para amar e ser amado. Alguém que o acompanhasse sempre e lhe desse carinhho e atenção. O simples fato de ir pra uma balada e pegar 7 ou 8 mulheres ali, não preenchia o coração de Cauã. Era um homem extremamente leal; sempre tomava a atitude de resolver os problemas de seus amigos. Todos sabiam que podiam contar com Cauã a hora que fosse preciso; e isso nunca o irritou. Ele se sentia bem em simplesmente oferecer o ombro para um amigo chorar, estar por perto numa hora difícil, ou sorrir em comemoração aos momentos bons.
Era um sujeito de personalidade muito bem definida, e possuia um instindo de liderança que era maior do que ele imaginava. Era muito bem educado, e em se tratando de amor, Cauã se tornava completamente romântico, doce e afável. Ficava hipnotizado pela intensidade do amor que podia sentir. E embora não soubesse como assumir, ele sabia que a única pessoa que já havia amado, e ainda amava de verdade, era Sofia.
Além do instinto de liderança, Cauã possuia uma consciância protetora. Se cobrava muito quanto à isso, principalmente em relação à proteção de quem amava. Tinha 2 irmãos mais novos, e morava com eles e com seus pais num lindo e aconchegante apartamento da Vila Mariana, em São Paulo. Seu pai Henrique era médico, e por isso, nem sempre estava por perto quando a família precisava fazendo com que Cauã se sentisse extremamente responsável pelo apartamento e principalmente por sua família. Desse fato brotou esse lado protetor no garoto. Ele matava e morria por quem amava.
Apesar de todas essas qualidades, Cauã, como todo ser humano, também possuia alguns defeitos. Muitas vezes não sabia se expressar direito e acabava confundindo, ou pior, magoando quem talvez não merecesse. Chegava a ser um pouco inconstante, mas quando percebia o que podia estar perdendo numa de suas inconstancias, se controlava e encarava a realidade. Com isso, ele também era uma pessoa muito indecisa. Preferia demorar anor para tomar uma decisão, ponderando todas as suas consequências, do que tomar a decisão errada. Por ser do signo de Libra - fazia aniversário no dia 8 de outubro - Cauã não gostava de ser controlado por quem ele não queria. Em seus relacionamentos de amor verdadeiro, tanto com amigos, como com Sofia, surgia nele um sentimento de pertencer ao outro. Mesmo assim, Cauã se destacava por ser uma pessoa divertida e ao mesmo tempo, extremamente carinhosa e atenciosa, ou seja, o par perfeito para Sofia.


Era uma noite agradável de primavera. Apesar da tempestade que havia caído naquela tarde, o céu estava límpido, sem nuvens; era noite de lua cheia, e milhares de estrelas radiantes enfeitavam a luda, que brilhava num tom alaranjado. Porém, mesmo em meio a tanta iluminação natural, estava tudo escuro demais. O quarto estava com a luz apagada; Sofia precisava dormir. Noites como aquela a faziam lembrar do que havia acontecido no passado. Sentia vontade de chorar, com o coração apertado de saudade... E quando a primeira lágrima ia descendo, Sofia começava a pensar em soluções para seus tão cansativos problemas.
Era difícil enxergar até mesmo seu próprio corpo. A sensação era estranha, como se ela não fosse capaz de controlar o que possuia, muito menos conduzir sua vida até um lugar que ela não sabia nem se realmente existia. Sua mente trabalhava a mil por hora, e chegava sempre à mesma conclusão: Sofia o amava, e não tinha como lutar contra isso. Necessitava de sua presença, do conforto de seu abraço, sentir seu perfume, olhar em seus olhos, sorrir seu sorriso...
-- Mas que droga, Sofia! O que, diabos, você tá pensando?! -- perguntava para si mesma. -- Ele tá com outra. Ninguém mandou você fazer o que fez! Saco! Como eu me odeio, nesse momento! Como odeio as escolhas que eu fiz!
As horas iam passando, e mesmo que sua mente e razão dissessem que nada mais podia ser feito a não ser esquecê-lo, o coração passional e apaixonado de Sofia teimava em dizer que aquela história não havia começado para terminar daquela forma. Eles tinham tnato em comum! Algo além de seu amor dizia a ela que aquele não era o momento de desistir de tudo que eles viveram.
-- Como e quando é que as coisas se inverteram? Ele que sempre foi apaixonado por mim! -- Sofia tentava, de todas as formas, entender como a situação havia chegado até aquele ponto. A partir de algum momento daquela complicada história, ela havia perdido completamente o controle da situação. Ela só não sabia qual era esse ponto.
Mesmo sabendo de seu ensaio da apresentação de ballet às 8hrs da manhã do dia seguinte, a menina fechava os olhos, e não conseguia dormir. O único que conseguia ver em seus pensamentos era ele, Cauã. O grande amor de sua vida.
Durante toda sua adolescência, Sofia sabia o que já estava escrito antes de ambos sequer nascerem. Ela e Cauã seriam para sempre, e ponto final. Porém, agora que estavam com quase 20 anos, não era exatamente para esse lugar que as coisas estavam caminhando... Isso entristecia Sofia de uma maneira incrível. Era como se ela estivesse sentindo o chão desabar, mesmo mabendo que ele já não estava ali a muito tempo. Ao perceber isso, Sofia parou de pensar. Seus olhos molhados pelas lágrimas, ficaram desfocados na direção do iluminado céu, sua mente num silêncio absoluto, e seu corpo num estado indefinido de imobilidade. De repente, algo chamou sua atenção. Uma linda estrela-cadente cruzou o céu, e quase sem acreditar, Sofia, com os olhos bem fechados, sussurrou para si mesma:
-- Uau, é maravilhosa! Nunca, em toda a minha vida, eu havia visto algo tão lindo assim! -- Sofia já havia ficado horas olhando para o céu, só para conseguir ver uma estrela-cadente; já havia pedido, de todas as formas possíveis, para que aquilo acontecesse, mas seu desejo jamais havia se realizado. E, por isso, ela acreditava, piamente que aquilo era um sinal. Por que, aquele sonho se realizou naquele momento, onde ela estava desiludida, quase sem acreditar que tudo poderia acabar bem? Por que, exatamente naquele instante de sua vida? Com um tímido sorriso se formando no canto direito de sua boca, Sofia prometeu a si mesma que não iria desistir. Nunca.

Sometimes the world tries to knock it out of you. But I believe in music the way that some people believe in fairy tales.. The music is all around us.. all we have to do, is listen...

Seguidores

Quem?

Minha foto
A melhor parte de ser eu é que eu não preciso me explicar pra ninguém. Que me apontem os dedos, me estiquem as línguas, me cuspam, me joguem pedras. Cada um sabe a delícia de ser o que é.